Daniela Dacorso

Daniela começou a trabalhar com fotografia nos anos 90 fotografando bandas de amigos. Foi a integração de duas paixões, música e fotografia. Após trabalhar para uma agência de notícias como fotojornalista e para uma revista holística como redatora, decidiu se aventurar como freelancer, primeiro para a revista Manchete e logo depois a revista Geográfica Universal.  Seu tempo trabalhando para Geográfica Universal lhe rendeu muitas viagens. Foram diversas expedições pelo mundo afora, uma experiência incrível para uma fotógrafa iniciante.

Após o fechamento da editora Bloch, que publicava ambas as revistas, voltou-se novamente para a música. Desta vez seu trabalho foi além e fez entre outras coisas fotos para capas e encartes de discos. Alguns dos seus trabalhos mais importantes nesta área foram as capas do primeiro disco tanto do Planet Hemp quanto do Marcelo D2 e uma capa para os Titãs. Permaneceu como freelancer por muito tempo, trabalhando em diversas áreas e desenvolvendo trabalhos pessoais em paralelo. Em 2009 voltou a trabalhar para uma publicação, desta vez a revista Isto é, onde ficou por dois anos. Atualmente trabalha no jornal O Globo, principalmente na área de suplementos (Segundo Caderno, Revista e matérias especiais para o editorial do Rio de Janeiro. Entre sua saída da revista Isto é e o início no jornal O Globo, esteve no Acre produzindo um livro sobre as florestas do estado. O livro foi patrocinado pelo governo do Acre e pelo Banco Mundial.

Em paralelo a tudo isso, Daniela desenvolve um extenso trabalho autoral. Ela acredita que as duas coisas – o fotojornalismo e o trabalho autoral – estejam ligadas. Segundo ela, o fotojornalismo permite passar a maior parte do tempo na rua, algo que preza muito, e serve de inspiração ao fazê-la pensar sobre a realidade que vivencia. Entre os temas mais recorrentes em seu trabalho pessoal estão o corpo e ritos, não por acaso temas centrais também na música.

A entrevista que segue foi feita através de email, o que é uma pena, pois as conversas que tive com Daniela pelo chat me deram a impressão de ser uma pessoa interessantíssima para se ter uns dois dedos de prosa em pessoa.

1. Como você começou na fotografia?

Minhas ambições profissionais oscilavam entre artes plásticas e medicina, mas o jornalismo me atraía pelo alcance e pelas possibilidades de viver novas experiências. Virei jornalista e, naturalmente, fui me direcionando para a linguagem visual. Fotografava bandas de amigos e um dia uma agência de notícias precisou de uma foto que eu tinha feito de um show. Eu escrevia e fotografava para essa agência e o espaço da fotografia foi crescendo.

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Para ler a entrevista completa com mais imagens, clique na imagem abaixo para acessar a revista completa online.

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